quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Mapa Conceitual

Escolha dos alimentos ajuda a melhorar resultado dos estudos

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Síntese do capítulo 1.2 Salto para o Futuro



1.2 Aprender com o vídeo e a câmera. Para além das câmeras, as idéias
 

                                                             Laura Maria Coutinho

 

Penso numa perspectiva de pedagogia de projetos uma delas deveria ser justamente esta: a de integrar todas as linguagens que as diferentes mídias permitem e realizar uma grande conversa entre elas. Uma conversa que, ao acontecer dentro das escolas, permitisse o acesso não apenas às máquinas-em torno das quais, muitas vezes, ficam reduzidas as discussões sobre tecnologia-mas, sobretudo, às diversas formas de expressão que cada uma delas possa despertar em professores e alunos.

De certa forma, o que ocorre com quem pega, pela primeira vez, numa câmera de cinema ou vídeo pode estar relacionado com o fenômeno tão bem pensado por Walter Benjamin no seu texto A obra de arte na era de sua responsabilidade écnica.Tudo, quanto mais se aperfeiçoam as técnicas, sobretudo as digitais, pode ser reproduzido, repetido, repensado, refeito, ao infinito, sem que com isso se perca o sentido primordial do ato de criar, ou seja, sua originalidade. Tudo fica a depender de como esse trabalho de criação aconteça.

As escolas podem ser as oficinas que engedram a nova cultura se professores e alunos aprenderem a superar as intrangigências.

Aprender que essa linguagem que é outra e a mesma sempre é, pois, um desafio para todos, ultrapassando a idéia de aprender e ensinar que marca fortemente a educação. A televisão expressa uma linguagem pública, por isso mesmo alegórica, feia para uma massa de pessoas que conhece seus rudimentos e, muitas vezes, adentrou o universo da linguagem audiovisual sem dominar os códigos da língua escrita. Educar para a televisão envolve ações que procuram, principalmene, formar um telespectador criterioso, ue saiba ver com clareza o que lhe é apresentado, que possa escolher com competência o que deseja, ou não, ver. Educar com a televeisão abrange aividades que lançam mão da linguagem televisiva para a apresentação e o desenvolvimento de determinados assuntos ou coneúdos. E também aquelas ações, ainda raras, que introduzem o aluno no universo da realização audiovisual, possibilitando a expressão e acriação próprias por meio dessa nova linguagem.

A narrativa da televisão é feita de imagens e sons, mas também de tempo e espaço. A escola está tão preocupada com sua própria estrutura feita de conteúdos, de grades curriculares, de seriações, que se esquece de ver e desentir outras dimensões das coisas, das narrativas que utiliza, enfim, da própria vida que pulsa dentro e fora dela. Um filme, por exemplo, não cabe na escola. Para que aconteça uma projeção, são necessários verdadeiros malabarismos, novos arranjos de turmas, horários extras, acordos apressados. Tudo isso porque a escola ainda é uma instituição muito restrita a duas linguagens apenas: a escrita e a oral. Os novos meios, mesmo incorporando os antigos, ao criarem as novas linguagens propôem igualmente novas formas de estar no mundo e- por que não- também na escola.

O audiovisual alcança níveis da percepção humana que outros meios não. E, para o bem ou para o mal, podem se conituir em fortes elemenos de criaçãi e modificação de desejos e de conhecimentos, superando os conteúdos e os assuntos que os programas pretendem veicular e que, nas escolas, professores e alunos desejam receber, perceber e, a partir deles, criar os mecanismos de expansão  de suas próprias idéias.